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Mutirão amplia triagem de lesões bucais em Chapecó

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Atividade realizada no Centro de Especialidades Odontológicas de Chapecó avaliou 50 pacientes encaminhados pela rede básica para investigação de lesões bucais e prevenção ao câncer de boca.

Lesões bucais que poderiam evoluir para câncer passaram por avaliação clínica especializada em Chapecó durante uma ação concentrada realizada no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO). O mutirão permitiu a análise de casos previamente identificados na rede básica e possibilitou encaminhamentos imediatos para exames ou procedimentos quando houve suspeita de alterações com potencial de malignidade. A iniciativa amplia a capacidade de triagem e acelera o diagnóstico precoce, etapa considerada decisiva para o tratamento de tumores da cavidade oral.

A atividade ocorreu no sábado (7), entre 7h30 e 11h30, na estrutura do CEO, vinculada à Secretaria de Saúde da Prefeitura de Chapecó. Foram agendados 50 atendimentos, divididos igualmente entre os especialistas da área: o cirurgião-dentista e coordenador da estomatologia, dr. Alex Schaun, e o dr. Rodolfo da Rosa. Ao longo do mutirão foram realizadas 41 consultas, e 28 pacientes foram encaminhados para biópsia para investigação mais detalhada das lesões identificadas. Os pacientes atendidos já haviam passado por avaliação inicial nas unidades básicas de saúde e foram encaminhados após a identificação de alterações que exigiam análise especializada.

A estomatologia é a área da odontologia dedicada ao estudo, diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças que se manifestam na boca e em estruturas relacionadas, como lábios, glândulas salivares e ossos maxilares. Entre as condições investigadas estão feridas persistentes, úlceras, infecções por fungos ou vírus, alterações de coloração nos tecidos e lesões que podem representar estágio inicial ou precursor de câncer bucal.

Segundo o coordenador da especialidade, dr. Alex Schaun, a estratégia tem caráter preventivo e busca antecipar a identificação de alterações que podem evoluir para quadros mais graves. Em declaração durante o mutirão, ele explicou que o objetivo principal é examinar pacientes com suspeita de lesões, descartar a possibilidade de câncer bucal ou reconhecer sinais precoces da doença. De acordo com ele, quando alguma alteração é identificada, o paciente já sai do atendimento com encaminhamento para exames ou procedimentos necessários.

O especialista informou que o serviço de estomatologia do município realiza aproximadamente 200 biópsias por ano. Esses exames são fundamentais para confirmar o diagnóstico de lesões suspeitas. Muitas delas apresentam potencial de transformação maligna, o que torna a detecção precoce decisiva para evitar a progressão da doença. Conforme o coordenador, quando o câncer bucal é identificado em estágio inicial, as chances de tratamento e recuperação aumentam significativamente.

O fluxo de atendimento segue a organização da rede pública de saúde. O primeiro contato ocorre nas unidades básicas, onde os dentistas realizam a avaliação inicial. Caso seja observada alguma alteração, o paciente é encaminhado ao Centro de Especialidades Odontológicas para análise mais detalhada. Essa estrutura de referência permite concentrar exames especializados e procedimentos diagnósticos.

Entre os sinais que merecem atenção estão feridas que não cicatrizam em até quinze dias, manchas ou mudanças de cor na língua e na gengiva, inchaços na boca ou no pescoço e sensação persistente de dor ou ardência sem causa aparente. Essas alterações podem indicar desde infecções até lesões com potencial de evolução para câncer.

O dr. Schaun destacou que alguns fatores de risco permanecem associados à doença. A exposição prolongada ao sol está relacionada ao câncer de lábio, especialmente em pessoas de pele clara que trabalham em atividades externas, como no meio rural. Outro fator é o tabagismo, que continua sendo um dos principais elementos associados ao desenvolvimento de câncer bucal.

Segundo ele, também se observa uma mudança no perfil etário dos pacientes. Estudos antigos apontavam maior incidência da doença entre pessoas na faixa dos 60 ou 70 anos. Atualmente, casos vêm sendo identificados em idades mais jovens, inclusive entre pacientes na faixa dos 30 e 40 anos.

Além da estomatologia, o Centro de Especialidades Odontológicas de Chapecó oferece outros serviços de atenção secundária. Entre eles estão atendimento a pacientes com necessidades especiais, tratamento de canal, confecção de próteses, pequenas cirurgias orais, odontopediatria e exames de radiologia. O objetivo é dar suporte às demandas encaminhadas pelas unidades básicas, que funcionam como porta de entrada do sistema.

A orientação dos profissionais é que a população mantenha consultas regulares com o dentista, mesmo quando não há dor ou sintomas aparentes. Avaliações periódicas ajudam a identificar alterações ainda em fase inicial e permitem a adoção de medidas preventivas ou terapêuticas antes que a doença avance.

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