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Chapecó usa drones contra focos de dengue

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A Prefeitura de Chapecó intensificou o combate ao mosquito Aedes aegypti com o uso de drones no Cemitério Central, potencial ponto de infestação no município. A ação foi realizada nesta quinta-feira (9) em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Unochapecó e combina mapeamento aéreo com pulverização direcionada de biocidas. Tecnologia aérea mapeia e combate criadouros no Cemitério Central, área com alta infestação, integrando estratégia municipal de vigilância.

A operação segue um protocolo em duas etapas. Primeiro, um drone de imageamento sobrevoa a área para identificar focos de água parada. Em seguida, um drone pulverizador aplica o produto diretamente nos pontos mapeados, aumentando a precisão da intervenção e reduzindo a exposição de agentes de saúde.

O Cemitério Central é considerado um ponto sensível no controle da dengue devido às características do ambiente. A presença constante de vasos com água, recipientes deixados por visitantes e a alta concentração de possíveis criadouros favorecem a reprodução do mosquito. Outros dois cemitérios já passaram pelo menos processo.

Além disso, fatores como dificuldade de acesso para equipes de campo e menor circulação de pessoas fora dos horários de visita contribuem para a manutenção dos focos.

Estratégia integrada no município

O uso de drones integra um conjunto mais amplo de ações já consolidadas pela Vigilância Ambiental de Chapecó no combate à dengue. Entre as principais estratégias estão o Bloqueio de Raio de Infestação (BRI), mutirões de limpeza, visitas domiciliares e aplicação de larvicidas e inseticidas.

O BRI consiste na aplicação de produtos em um raio determinado ao redor de casos confirmados, com o objetivo de conter a disseminação do vírus. Já os mutirões mobilizam equipes e a comunidade para eliminar recipientes que acumulam água em imóveis e espaços públicos.

As visitas domiciliares são realizadas de forma sistemática por agentes de combate às endemias, que orientam moradores, identificam focos e realizam tratamento quando necessário. Além disso, o município utiliza pulverização costal e veicular, agora complementada pela aplicação aérea com drones.

Monitoramento com ovitrampas

Outro eixo fundamental da estratégia é o monitoramento por ovitrampas, armadilhas instaladas em pontos estratégicos para medir a presença do mosquito. No Cemitério Central, os dados indicaram altos índices de infestação, confirmando a área como prioritária para intervenção.

As ovitrampas são recipientes escuros com água e uma superfície onde as fêmeas depositam ovos. A análise periódica dessas armadilhas permite mapear a densidade do vetor e orientar as ações de controle.

Pesquisa e inovação aplicada

A utilização dos drones também faz parte de uma pesquisa de doutorado desenvolvida na Unochapecó, que avalia a eficácia de tecnologias inovadoras no controle vetorial em áreas urbanas de difícil acesso.

A parceria entre universidade e poder público busca gerar evidências científicas e aprimorar as estratégias de vigilância em saúde. Segundo a Vigilância Ambiental, a tecnologia permite maior alcance das ações e coleta de dados relevantes para estudos.

Cenário epidemiológico atual

Dados da Vigilância Epidemiológica apontam que o município registrou 432 notificações de dengue, com 5 casos confirmados. Desses, 3 são importados e 2 autóctones, contraídos dentro da cidade. O baixo número de transmissões locais é atribuído às ações contínuas de monitoramento e controle, que permitem intervenções rápidas diante da identificação de focos.

Após a pulverização no Cemitério Central, as equipes seguirão monitorando a área para avaliar a redução da densidade do mosquito. Os dados coletados devem orientar novas ações, como ciclos adicionais de bloqueio, mutirões e visitas domiciliares.

Os resultados também serão utilizados na pesquisa acadêmica em andamento, contribuindo para o desenvolvimento de métodos mais eficientes de controle do Aedes aegypti.

Participação da população

A Vigilância Ambiental reforça a importância da colaboração da população no combate à dengue. A orientação é eliminar recipientes com água parada, manter vasos limpos e comunicar possíveis focos às autoridades. A combinação entre ações tecnológicas, estratégias de campo e participação comunitária é apontada como fundamental para manter o controle da doença no município.

O prefeito Valmor Junior Scolari afirmou que o município tem adotado diferentes ferramentas para ampliar a capacidade de resposta ao avanço da dengue, incluindo o uso de tecnologia e a cooperação com instituições de ensino. Na mesma linha, o secretário de Saúde, João Lenz Netto destacou que a integração entre equipes de campo, monitoramento técnico e novas ferramentas busca tornar as intervenções mais rápidas e precisas, especialmente em locais de difícil acesso.

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