As turmas de terceiro ano da EBM Rui Barbosa estão participando de um projeto que tem por objetivo promover a compreensão, o respeito e a inclusão entre os estudantes, cultivando a empatia e ampliando a conscientização sobre a diversidade humana.
A proposta foi idealizada pela professora Beatriz Schneider da Costa Pasierppski, a partir de conteúdos trabalhados no componente curricular de Ciências. Estamos abordando os sentidos remanescentes, além de temas como luz, som e poluição sonora. A partir disso, pensamos em um projeto que estimulasse a empatia por meio de vivências sensoriais, explica.
Em parceria com as professoras da Sala de Recursos Multifuncionais, a atividade proporcionou momentos de reflexão entre os estudantes sobre as barreiras enfrentadas diariamente por pessoas com deficiência. A iniciativa buscou sensibilizar as crianças para a importância da acessibilidade e da inclusão em diferentes contextos.
O momento também contou com a participação da professora Juliana Nunes Probst, que compartilhou sua experiência como pessoa surda e explicou como realiza atividades cotidianas. Esse projeto é muito importante, pois amplia o olhar da empatia não só dentro da escola, mas também na sociedade. Nós, surdos, ainda enfrentamos muitas dificuldades de comunicação em espaços como lojas, consultórios médicos e mercados. As crianças são o futuro, e certamente já terão uma base para se comunicar melhor com a comunidade surda, destaca.
Durante as atividades, os alunos tiveram contato com a Língua Brasileira de Sinais (Libras), conheceram o alfabeto em Braille e participaram de experiências sensoriais envolvendo cheiros, texturas e caminhadas guiadas, simulando situações do cotidiano de pessoas com deficiência visual.
O estudante Miguel Ugolini compartilha quais foram os aprendizados que teve com a vivência. Pra mim foi difícil não enxergar, precisei da ajuda do meu melhor amigo. Eu penso que, se um dia precisar, vou poder usar Libras para me comunicar. Hoje eu aprendi que a pessoa pode ser de qualquer jeito, diferente ou não, tem que respeitar, afirmou.
Segundo a professora Beatriz, o principal objetivo é incentivar mudanças de atitude desde a infância. Esperamos que as crianças compreendam a importância de se colocar no lugar do outro e levem esse aprendizado para além da escola, contribuindo para uma sociedade mais inclusiva, conclui.
A Secretária de Educação, Astrit Tozzo, também destacou a relevância da iniciativa. Projetos como esse são fundamentais para a formação integral dos nossos estudantes, pois desenvolvem valores como respeito, empatia e cidadania. É na escola que construímos as bases da nossa sociedade, ressaltou.