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Oficina ensina uso da fibra de bananeira

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O aproveitamento da fibra de bananeira como matéria-prima para o artesanato esteve no centro de uma oficina realizada neste mês nas dependências do antigo Mercado Público Municipal. A atividade foi organizada pela Epagri de Chapecó, com apoio da Secretaria da Agricultura, reunindo 16 mulheres artesãs dos municípios de Chapecó, Planalto Alegre e Guatambu. Atividade promovida pela Epagri com apoio da Secretaria de Agricultura e Pesca de Chapecó reuniu 16 artesãs de Chapecó, Planalto Alegre e Guatambu.

A proposta da oficina foi apresentar técnicas de extração e utilização da fibra retirada do pseudocaule da bananeira, material considerado natural, sustentável e resistente. O curso surgiu a partir de uma demanda apresentada por artesãs do município interessadas em aprender novas possibilidades de produção artesanal e geração de renda.

De acordo com a extensionista social da Epagri, Josefina de Carvalho, o artesanato pode contribuir para a valorização pessoal e também representar uma alternativa econômica para as famílias. Segundo ela, muitas pessoas possuem bananeiras em suas propriedades e, após a colheita dos cachos, o tronco normalmente é descartado. Com a técnica apresentada na oficina, esse material pode ser reaproveitado na produção de peças artesanais.

A instrutora da atividade foi a agricultora e artesã Clair Fritzen, que trabalha com a fibra de bananeira e compartilha conhecimentos sobre o processo de produção. Durante o encontro, ela demonstrou todas as etapas da extração da fibra, desde a retirada das bainhas foliares do caule até a secagem e preparação do material.

Conforme explicado na oficina, diferentes camadas do tronco permitem a obtenção de tipos variados de fibras, como o chamado “fio nobre”, de maior resistência, e a “renda”, caracterizada por ser mais leve e texturizada. Após a extração, o material é limpo, cortado em tiras e seco ao sol para posterior utilização.

Com as fibras é possível confeccionar diversos produtos, entre eles cestos, fruteiras, sousplats, tapetes rústicos, puffs, bolsas e chapéus. A proposta também reforçou aspectos ligados à sustentabilidade, com o aproveitamento integral da planta e a utilização de fibras naturais na criação de peças artesanais.

Participantes destacaram o aprendizado obtido durante a atividade e a possibilidade de transformar um material que normalmente seria descartado em produtos com potencial de comercialização. A empreendedora rural Marcia Tombini afirmou que a oficina permitiu conhecer novas técnicas de moldagem e ampliar as possibilidades de produção artesanal com a fibra da bananeira.

Outro ponto ressaltado pelas participantes foi a metodologia aplicada durante o curso. Segundo relatos, a instrutora acompanhou individualmente o desenvolvimento das atividades e apresentou de forma prática todas as etapas do processo, desde a retirada das fibras até a confecção das peças. Ao final da oficina, as participantes relataram satisfação com os resultados obtidos e com os conhecimentos compartilhados durante a atividade.

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