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Acolhimento Familiar: medida de proteção integral a crianças, adolescentes, idosos e PCD`s

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O serviço busca garantir que crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência mantenham o convívio em um ambiente doméstico enquanto aguardam a definição de sua situação jurídica.

O Serviço de Acolhimento Familiar (SAF), também conhecido como "Família Acolhedora", é uma modalidade de atendimento temporária, para o público descrito acima, como medida de proteção. Diferente de um abrigo ou de um asilo, que são caracterizados como acolhimento institucional, o acolhido reside na casa de uma família comum, devidamente selecionada e treinada, garantindo um ambiente mais personalizado e afetuoso.

Em Chapecó estão em acolhimento 76 acolhidos entre crianças, adolescentes, idosos e PCD,s em 40 famílias acolhedoras. A Família Acolhedora é uma peça fundamental da política de assistência social, oferecendo uma alternativa ao acolhimento institucional. De acordo com Katia Carlesso, responsável pelo Serviço de Acolhimento Familiar em Chapecó, o SAF tem por objetivo acolher crianças, adolescentes, pessoas com deficiência e idosos na modalidade acolhimento familiar, após afastamento de suas famílias por medida de proteção. “Ou seja, o SAF é uma medida protetiva que garante a convivência em ambiente familiar. Durante a permanência no acolhimento, trabalha-se com a reintegração familiar ou a preparação para a adoção, conforme determinação judicial", explicou.

Uma dessas famílias que recebe os acolhidos, é Dalvani de Souza. Ela conta que há mais de 10 anos está no programa e que diversas crianças já passaram pela sua casa e pela sua família. “A gente não lembra de número, mas lembra no coração. Foi bastante gente”, explicou. Para ela, é gratificante, porque acaba participando nesse momento delicado na vida dos acolhidos. “Eles estão longe do convívio familiar e precisam desse apoio. A gente acaba pegando vínculo com eles, fazem parte da família, do dia a dia. Depois de um tempo, eles seguem a vida deles, e é gratificante pode fazer parte da história de cada um", disse.

Luciane de Oliveira também é uma das pessoas cadastradas para receber em sua casa as pessoas que precisam desse apoio. Ela recebe idosos e precisa realizar todo atendimento para eles, desde os cuidados com alimentação, medicamentos e rotina diária. "Elas são parte da nossa família, são nossas noninhas, nossas avós. Nós temos uma rotina, temos horário, porque elas precisam tomar medicação. Uma rotina normal, uma família normal", explicou.

O Secretário da Família e Proteção Social de Chapecó, Luciano Huning, explica que cada família acolhedora que se cadastra e é considerada habilitada no programa recebe um auxílio financeiro da prefeitura para manter os custos do acolhido. Ele destaca que são necessários alguns critérios básicos para poder ingressar no programa. Entre eles, a família tem que ter condições emocionais, psicológicas e estrutura física para acolher essa pessoa. No caso de acolhimento de crianças e adolescentes, a família acolhedora não pode ter a intenção de adoção pois em determinado momento esses acolhidos seguirão seu caminho, seja retornando para a família biológica, indo para adoção ou outro tipo de acolhimento. “Os pré-requisitos são avaliados por uma equipe formada por psicóloga e assistente social, que classifica as famílias e dá todo amparo para fazer a organização e recebimento dos acolhidos”, esclareceu.

Quem tiver interesse em se cadastrar deve procurar a Secretaria da Família e Proteção Social ou diretamente o Serviço de Acolhimento Familiar, que fica no andar superior da rodoviária, na Rua Líbano, nº 111, Bairro Passo dos Fortes. Mais informações pelo (49) 99814-0595 e (49) 2049-9243.

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