Os estudantes do 6º ano da EBM Olímpio Corrêa Figueiró participaram de uma vivência que integra arte e cultura indígena. Nas aulas de Arte, mediadas pela professora Diana Letícia Chiodelli, os alunos produziram peças de cerâmica utilizando argila e técnicas ancestrais de queima.
Segundo a professora, o trabalho começou com uma pesquisa sobre os povos originários e o papel da cerâmica em seu cotidiano. O processo inicial foi de pesquisa sobre os povos primitivos, buscando compreender o uso da cerâmica em diferentes atividades, como utensílios domésticos e elementos essenciais para a manutenção da vida cotidiana desses povos, explica.
A partir desse estudo, os estudantes desenvolveram suas próprias peças e conheceram métodos tradicionais de queima em fogueira a céu aberto, estabelecendo uma conexão entre a produção artesanal e os saberes dos povos originários.
O estudante Davi Dorneles Zoldan relatou como foi a preparação do espaço para a queima das cerâmicas. Primeiro tivemos que preparar o solo, fazendo um buraco. Depois colocamos pedaços de madeira ainda verde para evitar que pegassem fogo rapidamente e, por cima, montamos a fogueira, detalha.
Já a estudante Camila Sinara Rodrigues destacou a experiência de produzir a peça artesanal. Eu fiz um pote de cerâmica e foi uma experiência muito divertida. Hoje vamos fazer a queima e existe a possibilidade de a peça quebrar nesse processo, mas espero que a minha fique inteira, comenta.
A etapa final do projeto será a pintura dos utensílios, utilizando tintas naturais produzidas pelos próprios alunos a partir de pesquisas realizadas em sala de aula.
Para a professora Diana, a proposta permite que os estudantes compreendam como as técnicas utilizadas no passado permanecem presentes e relevantes na atualidade. A queima de raku acontece a partir do calor concentrado nesses espaços preparados no chão, algo que hoje podemos relacionar ao funcionamento dos fornos elétricos. Esse movimento de compreender como as tecnologias evoluem ao longo do tempo, vivenciando o processo na prática, faz com que os alunos percebam que qualquer lugar pode ser um espaço de arte e também de aprendizagem, conclui.
Além de conhecerem técnicas ancestrais de produção da cerâmica, os estudantes vivenciam experiências que reconhecem os saberes dos povos originários, incentivando a criatividade, o trabalho em equipe e a valorização das diferentes expressões culturais presentes no ambiente escolar, destaca a Secretária de Educação, Astrit Tozzo.